Iansã, também conhecida como Oyá, é uma das figuras mais marcantes do panteão iorubá e das tradições afro-brasileiras. É o orixá dos ventos, das tempestades e das transformações, representando coragem, movimento e liberdade. Sua energia está ligada ao dinamismo, à mudança e ao poder feminino. Este artigo explora suas origens, simbolismos e manifestações culturais, com base em estudos antropológicos e históricos de autoridades brasileiras no tema, como Reginaldo Prandi, Luís da Câmara Cascudo e Pierre Verger.

 

Na tradição iorubá, Iansã é chamada Oyá, e está associada ao rio Níger, também conhecido como Odò Oyá, na atual Nigéria. Sua relação com os ventos e tempestades a torna uma força de natureza implacável e transformadora.

 

Pierre Verger (1991) descreve Oyá como uma guerreira intrépida, ligada tanto à morte (pela sua presença nos cemitérios ao lado de Obaluaiê) quanto à vida, através da renovação que os ventos e as tempestades trazem.

Na diáspora africana, especialmente no Brasil, Iansã ganhou um lugar central no Candomblé e em outras práticas afro-brasileiras, sendo celebrada como orixá do movimento, da paixão e da transformação. Sua imagem foi ressignificada culturalmente, mas mantendo o vínculo essencial com os elementos naturais e a força do feminino (Prandi, 1994).

 

Iansã é tradicionalmente associada às cores vermelho, laranja e marrom, evocando fogo, energia e vitalidade. Seus símbolos principais são a espada, o raio e o eruexim (rabo de cavalo), usado para afastar energias negativas e espíritos indesejados.

 

Estudos apontam que Iansã simboliza não apenas a força do vento e das tempestades, mas também a coragem, a transformação e a liberdade. Sua energia movimenta situações estagnadas, abre caminhos e inspira a ação.

Além disso, sua figura está intimamente ligada ao feminino em sua forma mais ativa e poderosa, representando independência, sensualidade e firmeza diante dos desafios (Cascudo, 1983).

 

As energias de Iansã são invocadas em momentos de mudança, decisões corajosas e transformação pessoal. Ela é considerada guia para quem busca romper com o passado, vencer obstáculos e seguir em direção a novos caminhos.

 

Pesquisas etnográficas mostram que devotos recorrem a Iansã para obter força em situações difíceis, superar medos e despertar coragem. Ela também é lembrada como a senhora que domina o movimento e o tempo, trazendo tanto a tempestade quanto a calmaria após a renovação (Prandi, 1994).

 

Na Coleção Orixás da Sol em Sagitário, o Pingente Iansã em prata 950 traduz a energia da transformação e do movimento. Inspirado em seu símbolo de adaga em forma de raio, o design artesanal reflete coragem e renovação. Cada peça é feita à mão, com fé, carinho e respeito, unindo espiritualidade e elegância contemporânea.

 

Iansã permanece como um símbolo poderoso. Seu culto e suas histórias mostram a importância do movimento e da mudança para o crescimento humano e espiritual. Compreender suas origens e significados ajuda a valorizar não apenas a fé e a tradição, mas também a força cultural afro-brasileira que inspira gerações.

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Referências Bibliográficas:

PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Editora Contexto, 1994.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário de Mitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983.

VERGER, Pierre. Orixás: Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1991.